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mardi 16 avril 2013

Prohibition par Brigitte Fontaine


La toujours subversive, sans jamais oublier la sensibilité et l'intelligence, Brigitte Fontaine.

A sempre subversiva, sem nunca esquecer a sensibilidade e inteligência, Brigitte Fontaine.





Paroles :
Prohibition

J'exhibai ma carte senior
Sous les yeux goguenards des porcs
Qui partirent d'un rire obscène
Vers ma silhouette de sirène

Je suis vieille et je vous encule
Avec mon look de libellule
Je suis vieille et je vais crever
Un petit détail oublié

Passez votre chemin, bâtards
Et filez vite au wagon-bar
Je fumerai ma cigarette
Tranquillement dans les toilettes

Partout, c'est la prohibition
Alcool à la télévision
Papiers, clopes, manque de fric
Et vieillir dans les lieux publics

Partout, c'est la prohibition
Parole, écrit, fornication
Foutre interdit à soixante ans
Ou scandale et ricanements

Les malades sont prohibés
On les jette dans les fossés
À moins qu'ils n'apportent du blé
De la thune aux plus fortunés

Les vieux sont jetés aux orties
À l'asile, aux châteaux d'oubli
Voici ce qui m'attend demain
Si jamais je perds mon chemin

J'ai d'autres projets, vous voyez
Je vais baiser, boire et fumer
Je vais m'inventer d'autres cieux
Toujours plus vastes et précieux

Je suis vieille et je vous encule
Avec mon look de libellule
Je suis vieille, sans foi ni loi
Si je meurs, ce sera de joie


Traduction de / Tradução de Priscila Junglos

Proibição

Eu exibo minha carta de idoso
Sob os olhos zombeteiros dos porcos
Que partiram com um riso obsceno
em direção a minha silhoueta de sirene

Eu sou velha e você vão tomar no cu
Com meu look de libélula
Eu sou velha e eu vou morrer
Um pequeno detalhe esquecido

Sigam seus caminhos, bastardos
E fujam rápido pro vagão-bar
Eu fumarei meu cigarro
Tranquilamente nos banheiros

Em todo o lugar está a proibição
Álcool na televisão
Documentos, cigarros, falta de dinheiro
E envelhecer nos locais públicos

Em todo o lugar está a proibição
Falado, escrito, fornicação
Foder interditado com sessentas anos
Ou escândalo e risos (de zombaria)

Os doentes são proibidos
A gente os joga nas fossas
A menos que eles dêem grana
Grana aos mais afortunados

Os velhos são jogados para as urtigas (rejeitados)
No hospício, nos castelos de esquecimento
Eis o que me espera amanhã
Se algum dia eu perder meu caminho

Eu tenho outros planos, veja bem
Eu vou foder, beber e fumar
Eu vou me inventar outros céus
Sempre maiores e preciosos

Eu sou velha e você vão tomar no cu
Com meu look de libélula
Eu sou velha, sem fé nem lei
Se eu morrer, será de alegria (gozo)